quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A gota d´água.

É realmente curioso como uma simples conversa de consultório sempre acaba trazendo inspiração para uma nova postagem. Não que este seja um assunto novo, ou que depois de ler esta postagem você será uma nova pessoa, mas como sempre espero trazer um pouco de luz para os curiosos que sempre estão se questionando sobre o "por que" das coisas.

De repente veio a dor ou ainda um falseio no joelho, o sintoma que faltava para o indivíduo perceber que há alguma coisa de errado com alguma parte de seu corpo e em alguns casos, ele nem sabe onde é o problema, só sabe que ele está lá.

Isso é muito comum, pacientes relatam, "mas esta dor veio do nada", "mas minha coluna travou de repente, eu não estava fazendo nada de mais", "nossa, meu tornozelo começou a doer sem motivo, só estava andando",...

Poderia citar infinitos exemplos do que os pacientes relatam nas avaliações e realmente é o que parece num primeiro momento, mas se formos à fundo descobriremos que não é bem assim.

Muitas vezes um tornozelo que começa a doer na verdade teve um entorse há algum tempo e pela falta de tratamento adequado logo após a lesão a instabilidade articular a longo ou médio prazo vai causar uma lesão dos fibulares por serem os tendões sobrecarregados com a falta dos ligamentos.

Sempre temos que analisar cada caso para verificar qual a raiz do problema, assim tendo condições de tratar o paciente de forma completa. Muitas lesões se desenvolvem durante anos silenciosamente e quando vem a dor pode ser tarde, muitas vezes já se instalou um processo degenerativo e a conduta do fisioterapia neste caso deve ser, retirar o fator de agressão, reestabelecer a função e analgesia para dor, seja com terapia manual, eletro e termoterapia, crioterapia e até mesmo tratamentos posturais.


Desejo a todos um 2011 cheio de saúde, paz e de grandes mudanças para melhor!!!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Desmistificar é preciso

Nos último meses, devido aos fatos ocorridos com Valdívia, Fred além de muitas outras lesões de atletas que estão em evidência na mídia, os pacientes têm me questionado muito com relação a temas como fibrose, lesão muscular, alongamento, quando alongar, quando não...enfim, todos assuntos relacionados e muito comentados ultimamente, seja em programas de mesa redonda, seja em jornais escritos ou na TV.

Na verdade, é realmente necessário desmistificar esses assuntos, pois no meio científico as respostas para as questões são muito claras e comprovadas por estudos, mas na prática, quando tratados pela mídia e pela opinião pública, tornam-se controversos.

Vamos começar a esclarecer para o que serve o alongamento em cada situação. Mas antes, é necessário introduzir alguns conceitos de fisiologia muscular. O treinamento que excede os limites do músculo, como o treinamento de hipertrofia ou mesmo treinos de corrida que vão além do que o músculo estaria preparado para aguentar são necessários para que atletas e mesmo pessoas comuns evoluam na sua condição física, mas aquela dor muscular que fica no dia seguinte não tem nada que ver com o "ácido láctico" que ficou no músculo. Em alguns minutos após o treino o corpo drena os catabólitos do tecido, inclusive o lactato, e quanto mais bem treinado o atleta está, mais rapidamente ocorre essa limpeza. Outro dado importante é que atividades leves como caminhar por 10 a 15 minutos facilitam essa "limpeza" do tecido.

Bem, então por que ficamos com dor muscular? São microlesões que ocorrem no tecido muscular que, na medida certa, são importantes para evoluir dentro de um sistema de treinamento. Agora, vamos imaginar esse músculo com essas microlesões sendo alongado logo após um treinamento. Sim, a chance de transformar microlesões, que seriam facilmente resolvidas em questão de dias, em lesões graves que demorariam no mínimo 3 semanas para cicatrizar, realmente existe.

Então, o certo seria não alongar? Também não. Temos então, que entender para o que serve o alongamento.

O alongamento tem duas funções básicas, e quando feito da maneira correta, cumpre com suas funções. Em um treinamento de flexibilidade, o alongamento, a longo prazo, vai estimular o músculo a produzir novas unidades funcionais, pequenos quadradinhos que compõem a fibra muscular. Veja na figura abaixo.




Mas a curto prazo, o alongamento pode contribuir muito para diminuir a tensão do tecido muscular e, associado a manobras muito utilizadas hoje na Terapia Manual, por fisioterapeutas, pode auxiliar no tratamento de fibroses musculares. Aí entramos em outro tema controverso para a opinião pública, principalmente no futebol, em situações em que, às vezes, médicos e fisioterapeutas de clubes são duramente criticados e até mesmo perdem seus empregos em clubes, por liberarem o atleta do departamento médico, e no jogo seguinte, o atleta sair do campo com dor no mesmo lugar em que a lesão foi tratada.

Primeiramente, temos que compreender que, após o processo de cicatrização de uma lesão, por melhor que tenha sido a regeneração tecidual, ainda assim é possível que haja formação de fibrose cruzada, ou seja, fibras colágenas que não se alinham com as fibras já existentes, provenientes da cicatriz que se forma no local. Esse tecido fibrótico tem que ser manipulado pelo fisioterapeuta, para romper as fibras cruzadas e liberar as fibras musculares para deslizarem melhor na contração. Quando essa liberação não ocorre por completo, pode acarretar numa dor parecida com a dor da própria lesão. Após a manipulação do tecido e alongamento bem orientado o tecido volta a ter a flexibilidade natural.

Gosto de lembrar sempre de alguns estudos que apóiam essa conduta. O primeiro foi um estudo feito aqui no Brasil, que comprovou que o ultrassom utilizado na fisioterapia diminui a quantidade de tecido fibrótico e aumenta a de tecido regenerado (tecido original do músculo) após uma lesão muscular. Vários estudos já demonstraram que o alongamento deve ser feito lenta e gradativamente, sem forçar o tecido, pois o movimento brusco pode estimular uma contração reflexa (reflexo do estiramento), o que faria com que se perdesse o estímulo do alongamento e ainda provocaria uma contratura muscular. Importante também entendermos que quanto mais tempo se permanece com o músculo alongado, maior o ganho de alongamento, portanto, aquele alongamento de 15 segundos é realmente um estímulo muito pequeno. Começamos a falar em alongamento a partir de 30 segundos.

Portanto, não vamos deixar de alongar, mas também temos que aplicar o recurso certo na hora certa; muito alongamento, mas fora do período de treinos intensos.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Reagindo contra a força da gravidade.

Ao avaliar a postura de um paciente podemos nos basear em vários autores e técnicas, GDS, RPG, Françoise Mézières e muitos outros, entretanto o mais importante é percebermos qual a estratégia que o corpo do paciente está assumindo para vencer a força da gravidade e se esta estratégia está sendo eficiente ou não.

No caso de um paciente que tenha dor ou lesão proveniente de uma alteração postural, dificilmente a estratégia que este paciente assumiu está sendo eficiente. É bom lembrarmos que a postura não se forma conscientemente, e sim durante toda a infância pela genética, meio em que vive, esportes que pratica, lesões, posturas viciosas, pela personalidade e principalmente pela coordenação motora, pois estudando o trabalho de Beziers e Piret vemos que o movimento mal coordenado leva a deformações das estruturas.
Além disso é interessante sempre termos em mente a frase de Godelieve Denys Struyf (Método GDS):

"Inicialmente é da função que decorre a forma. Na patologia, com frequência, é a forma que põe entraves à função."

Mas a principal questão a ser discutida é em relação a estas estratégias, pois como podemos ver na foto abaixo, esta paciente leva suas articulações ao limite com rotação interna e valgo importantes de joelhos e desabamento dos arcos plantares. Isto , na dinâmica da marcha tem repercussões, pois geralmente a mesma falta de reação da musculatura vai ocorrer e contribuir para desgastes articulares, sobrecargas de ligamentos e tendões e contribuir cada vez mais para destreinar a musculatura responsável pela estabilização articular, o que pode levar até mesmo a lesões traumáticas como entorses.



O objetivo do tratamento no caso desta paciente é fazer com que suas articulação reajam a gravidade melhorando o arco plantar e rodando os joelhos para fora, tudo isto em um trabalho postural, primeiramente estático e posteriormente Força Dinâmica, uma técnica que visa melhorar a aplicação de força com exercícios de restruturação da coordenação motora da marcha, o que contribui para evitar a dissipação de forças como representado pelas flechas vermelhas na foto acima.



Mais algumas informações podem ser visualizadas em postagem anterior no link:

http://accurafisio.blogspot.com/2010/02/treino-de-marcha-com-enfoque-postural.html

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Reunião clínica - SONAFE 27/09/2010


Nesta Segunda feira tivemos o prazer de assistir a mais uma palestra do Dr. Helcio Gongora, foi a segunda com o título "Coluna no Esporte".

A palestra basicamente abordou a questão do diagnóstico diferencial para Hérnias de disco, pois muitas vezes o paciente se apresenta em nosso serviço com o diagnóstico de Hérnia de disco, mas a sintomatologia não corresponde a este diagnóstico.



O problema é que o paciente sempre super valoriza a imagem da ressonância magnética e é difícil convencê-lo que a dor dele pode não estar relacionada com a hérnia obrigatoriamente.
Na verdade, na maioria dos casos temos dores miofasciais, síndrome do piriforme, pontos gatilhos ativados nos glúteos, e muitas outras possibilidades, todas elas foram muito bem abordadas pelo Dr. Hélcio.
Fica muito bem claro pelos artigos apresentados a importância de orientar o paciente sempre com exercícios, avd´s e alongamentos para fazer em casa, além de trazer o paciente cada vez mais para o tratamento com exercícios aeróbicos, o que melhora a irrigação sanguínea da região lesionada e evitando que o paciente entre num ciclo de dor e depressão.
Deixamos para uma próxima oportunidade uma discussão muito interessante sobre, qual é a real utilidade dos tratamentos posturais para a fisioterapia esportiva.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Aula na Fundação ABC.

Fiquei muito feliz em participar do último COMUABC - Congresso Médico Universitário do ABC 2010, com a palestra, "Força Dinâmica - A coordenação motora de Beziers no esporte." O tema abordado foi muito abrangente e após mais de uma hora de aula os alunos ainda demonstravam interesse para saber mais sobre o assunto. Comecei abordando procedimentos normais de avaliação e conduta e inseri no contexto vários conceitos estudados na fisioterapia e na medicina como, neurofisiologia, biomecânica, técnicas como, Kabat, GDS, RPG e citei autores importantes para o desenvolvimento de bases conceituais sólidas na posturologia como, Marcel Bienfat, Godelieve Denys-Struyf, Françoise Mézières e a própria Marie-Madeleine Beziers. Tudo isso foi apenas uma preparação para entendermos como aplicarmos estes conhecimentos na avaliação da marcha e corrida dos atletas e pacientes em geral e como tratar o paciente baseado nesta análise. Foi uma satisfação participar de tal evento.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O fator causal de uma lesão.



Cada vez mais, percebo a importância de avaliar detalhadamente cada paciente e, principalmente, de orientá-lo muito bem logo após a avaliação. Parece redundância dizer isso, mas não é, pois na prática constatamos muitos pacientes chegando perto de fazer a décima sessão e achando que sua lesão já deveria estar sendo totalmente resolvida. Não funciona assim.

Geralmente o paciente recebe um pedido médico com 10 sessões prescritas e espera que estas sejam suficientes para a cura da sua patologia. Na verdade, muitas lesões ocorrem por uma série de fatores que já vinham se desenrolando silenciosamente, há algum tempo, sem demonstrar sinais ou sintomas. Num certo momento, um fator desencadeia a lesão sintomatológica e o paciente acredita que nunca tivera nada antes de o trauma ter ocorrido.

Isso não existe. Mesmo em lesões traumáticas, como numa entorse de tornozelo, percebemos que muitos pacientes desenvolvem sequelas relativas a instabilidades e erros da coordenação da marcha que levam a essas lesões secundárias (como uma tendinopatia dos fibulares) pela instabilidade já existente.

Assim, por mais que a lesão já esteja cicatrizada, depois de algumas sessões, temos que avaliar a necessidade de continuar o tratamento por mais tempo para chegar num ponto no qual o paciente já adquira estabilidade e força suficientes para manter uma articulação saudável e, dependendo do caso, avaliar a necessidade de um trabalho de manutenção a longo prazo.

Muitas vezes, fica difícil avaliar a etiologia (motivo) primária da lesão, mas é importante entender que toda lesão tem que ser respeitada como um evento, o qual geralmente não é isolado. É claro que certas vezes uma entorse é só uma entorse, pois o indivíduo pode ter pisado no pé de outro jogador, como costuma ser muito comum no volei e basquete, mas, na maior parte dos casos, existe uma série de eventos que leva à lesão.



Pensando em prevenção, temos sempre que frisar a necessidade de fortalecimento, com muito estímulo sensório motor. Sim, a famosa propriocepção, tão falada já nas academias, treinos pliométricos, pilates, alongamentos..., mas tudo isso muito bem orientado. Hoje, todo serviço de fisioterapia esportiva tem algum tipo de proposta de fisioterapia preventiva.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Movimento a favor da Cartilagem - Parte II

Dando continuidade ao assunto abordado na primeira parte desta Postagem, veja em http://accurafisio.blogspot.com/2010/04/movimento-favor-da-cartilagem.html,
é bom entender que não é qualquer exercícios ou movimento que beneficia realmente a articulação.
Inicialmente devemos compreender como funciona este mecanismo tão complexo que é a articulação, para isso aí vão alguns conceitos gerais da biomecânica.
A Cartilagem como já disse anteriormente serve como envoltório do osso na região articular com a função de diminuir o impacto e o atrito.
Os Ligamentos são estabilizadores estáticos, isto significa que eles servem de freio para o movimento exagerado mostrando o limite do movimento articular, geralmente ligando 2 ossos.


O complexo Músculo-Tendão funciona como estabilizador dinâmico, acelerando e freiando movimentos, o Músculo se insere nos ossos por meio dos Tendões. (Na figura: 25 é o músculo e 26 é o Tendão)



A partir daí podemos entender a importância de cada uma dessas estruturas para que o funcionamento da articulação aconteça de forma ideal.
Não adianta pensarmos apenas em fazer uma caminhada e musculação, estes dois componentes são importante para uma vida saudável, mas os exercícios de fortalecimento somados à treinamentos com equilíbrio e principalmente com foco na funcionalidade, ou seja, reproduzindo os movimentos que fazemos no dia a dia são muito mais eficientes.
Hoje temos muitas opções como Treinamento Funcional, Pilates, Treinamentos de força e equilíbrio na cama elástica e muitos outros tipos de trabalhos físicos, que nada mais são do que fortalecimento muscular reproduzindo situações cotidianas e no caso do atleta, situações do esporte, imitando o gesto esportivo.


Estes trabalhos físicos mais complexos são ideais para desenvolver uma melhor estabilização articular, com isso preservando as articulações por muito mais tempo, comparado à musculação, que tem como princípio apenas fortalecer o músculo sem se preocupar com a função articular e a coordenação do movimento.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Caso: Tendinopatia do Tendão Fibular Longo em Patinadora de Velocidade.


Esta Quarta-feira, dia 12/05 discutimos em reunião clínica na Clínica Accura o caso de uma paciente da Seleção Master de Patinação de Velocidade, que referiu inicialmente ter trocado de patins, por um patin com cano mais longo, pois estava "pronando muito", para melhorar a estabilidade.
Num primeiro momento pudemos perceber que o próprio patin estava provocando atrito dos fibulares do tornozelo direito por consequência da posição em eversão num apoio instável do pé direito, mas numa análise mais profunda percebemos que este era apenas um dos fatores, pois não adiantava nos preocuparmos com o atrito do tendão se o motivo primário é a instabilidade do tornozelo.
Ao avaliar com maior atenção vimos que o problema maior é a fraqueza do músculo tibial posterior, mas seguindo o conceito da Força Dinâmica, não iremos fortalecer o músculo que está fraco e sim melhorar a relação apoio/propulsão.
Correlacionando com o tipo de atleta que vemos com maior frequência, o corredor, pudemos verificar que realmente com esta paciente em específico acontece o mesmo que na corrida, o membro que propulsiona melhor é o mesmo do pé que tem a pior base no apoio unipodal.
Portanto, parte do trabalho sensório-motor é feito de patin, parecido com o trabalho de Força Dinâmica, mas imitando o gesto esportivo da patinação, com o objetivo de melhorar a propulsão do membro inferior esquerdo e o apoio do pé direito (membro acometido).

Logicamente que fazemos todos os exercícios bilateralmente, pois o objetivo é sempre chegar o mais próximo da simetria da propulsão e apoio possível.
Importante salientar também que orientamos a atleta, durante o tratamento, a termo-moldar o patin para ajustar melhor ao pé dela, o que de grande valia na melhora da dor para o retorno aos treinos.
Ao lado, Alguns vídeos do Youtube correlacionados.
Agradeço ao Paulo Marques, Auxiliar Técnico da Seleção Brasileira de Masters e treinador que acompanha de perto esta atleta, por permitir que acompanhasse o treinamento tirando fotos e trocando experiências. Graças a profissionais como ele, interessado no intercâmbio de conhecimentos, o esporte e a fisioterapia esportiva evoluem lado a lado.

Notícia interessante sobre nutrição.

Sei que nosso objetivo aqui no blog não é falar sobre nutrição, até porque esta não é minha área, mas como muitos visitantes são da área esportiva e da saúde, esta pode realmente ser uma notícia interessante de se ler e não deixa de ser um alerta de como devemos observar a fundo o que estamos consumindo.

acessem o link:


http://ativo.uol.com.br/Canais/Pages/Acucaresdobemedomalseraqueissoexiste.aspx

Movimento a favor da cartilagem.


Tenho visto muitos pacientes em meu consultório chegando com diagnóstico de Artrose, Osteoartrose, Lesão na cartilagem (Lesão condral) e o pior é que eles abrem os exames e lêem o resultado da Ressonância Magnética com descrições como, degeneração crônica, afilamento da cartilagem e outras informações que para quem é leigo no assunto só servem para assustar. É bom esclarecer que a cartilagemn é como um envoltório do osso na região articular que serve para minimizar o atrito na articulação e ajuda a absorver o impacto.

O fato é que muitas vezes diagnósticos como estes têm que ser avaliados clinicamente para correlação com os sintomas, a partir daí começamos a definir o tamanho do problema.

Ao contrário do que se pensava antigamente fazer repouso nem sempre é a solução, pois atividades físicas bem orientadas podem ajudar até mesmo a melhorar as condições fisiológicas de uma articulação que já tenha alguma alteração.

Hoje já se sabe que o movimento é extremamente importante para a cicatrização e drenagem de uma articulação que tenha uma lesão ou simplesmente líquido (derrame intraarticular). Existem também muitos tratamentos para alguns tipos de lesões como o PRP (Fator de Crescimento), Transplante de Condrócitos, Infiltrações com medicamentos que tratam a articulação em médio prazo, diferentemente de infiltrações de Corticoesteróides que aliviavam a dor na hora e depois traziam efeitos colaterais a longo prazo.

Portanto quando bem orientado o exercícios é essencial para o bom funcionamento das articulações.