terça-feira, 26 de junho de 2012
Adiando o tratamento.
É difícil mostrarmos para o paciente em certas situação o perigo do adiamento do tratamento. Claro que nem sempre depende só do individuo a decisão por tratar ou não, muitas vezes ele se depara com problemas financeiros, problemas pessoais ou até mesmo excesso de carga de trabalho.
O objetivo deste artigo não é discutir o quanto é importante que cada um busque o equilíbrio entre ser bem sucedido, ter uma convivência em família de qualidade e ter saúde, mas sim mostrar quais as conseqüências de não alcançar este equilíbrio.
Muitas vezes é difícil parar tudo que está fazendo, um projeto importante no trabalho, um problema em família a ser resolvido, uma pós-graduação e de repente fazer uma atividade física ou uma meditação ou até mesmo uma consulta médica, atividades que sempre adiamos por colocarmos em segundo plano, mas acredite, na pratica diária o que mais ouvimos são arrependimentos de pacientes que não cuidaram de pequenos problemas "porque a vida estava muito corrida" e agora se transformaram em grandes problemas.
Espero que esta Ressonância Magnética com evolução de 3 anos e um agravamento importante de um quadro de lombalgia crônica sirva de estímulo para que você comece HOJE a buscar equilíbrio em tudo o que faz.
Figura: 3 anos de evolução, aumento da lordose lombar em 20º e perda da hidratação do disco de L5-S1 que é possível visualizar pelo escurecimento do disco vertebral.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
A neurofisiologia como conceito básico - Parte 2
No último artigo falamos um pouco sobre ajustes posturais, que somente se tornam possíveis graças às aferências, aquelas informações que vão dos receptores espalhados pelo nosso corpo até o cérebro, e que, de maneira geral, chamamos de propriocepção.
Muito importante também entender que outros sentidos, principalmente a visão, podem nos informar sobre nossa postura, tanto que pessoas com alterações articulares têm maior dificuldade para descrever o posicionamento de um membro ou da cabeça se estiverem de olhos fechados, fato esse já demonstrado em vários estudos.
Quando o bebê nasce, recebe uma carga genética de informações básicas de como será sua postura e de como será sua personalidade, mas esses fatores têm apenas uma influência parcial sobre como será sua postura. O ambiente no qual ele se desenvolve, as pessoas à sua volta, os esportes que ele praticar e as lesões que ele tiver também influenciam em como se desenvolverá sua coordenação motora e, como conseqüência final, sua postura.
Em última análise, nossa história está registrada em nosso corpo em forma de postura e nos dá uma identidade única, com uma forma totalmente individualizada de movimentos, que nos distingue como seres únicos, até mesmo na forma de andar. Já se fala em criar programas de identificação de marcha (forma como as pessoas caminham) no futuro, assim como existem hoje programas que reconhecem indivíduos por características da face.
Todos esses dados estão registrados no cérebro, mas ao contrário do reconhecimento da face, que muda muito pouco com o passar de alguns anos, o reconhecimento de marcha ocasionaria um problema maior, pois hoje já se sabe que as informações registradas no cérebro estão em constante mutação (plasticidade). Em um estudo liderado por Miguel Nicolelis, renomado neurofisiologista, ficou constatado que o simples fato de uma área da pele ser anestesiada faz com que diminua momentaneamente a representação cortical daquela parte do corpo. Portanto, uma simples entorse de tornozelo alteraria nossa marcha, impedindo que um programa de computador reconhecesse um indivíduo pela sua marcha.
Da mesma forma que uma entorse ou qualquer outra patologia no sistema músculo-esquelético pode alterar nossa marcha, nosso movimento, nossa postura, um treinamento sensório-motor pode reestruturar movimentos coordenados da marcha ou até mesmo de um arremesso, para que se corrija uma alteração que tenha sido identificada como responsável por um processo lesivo.
Essa é a base que justifica trabalhos posturais como o RPG, a quiropraxia e a força dinâmica, que promovem ajustes posturais que têm como resultado a reestruturação e a reorganização biomecânica e, por consequência, da coordenação motora.
Muito importante também entender que outros sentidos, principalmente a visão, podem nos informar sobre nossa postura, tanto que pessoas com alterações articulares têm maior dificuldade para descrever o posicionamento de um membro ou da cabeça se estiverem de olhos fechados, fato esse já demonstrado em vários estudos.
Quando o bebê nasce, recebe uma carga genética de informações básicas de como será sua postura e de como será sua personalidade, mas esses fatores têm apenas uma influência parcial sobre como será sua postura. O ambiente no qual ele se desenvolve, as pessoas à sua volta, os esportes que ele praticar e as lesões que ele tiver também influenciam em como se desenvolverá sua coordenação motora e, como conseqüência final, sua postura.
Em última análise, nossa história está registrada em nosso corpo em forma de postura e nos dá uma identidade única, com uma forma totalmente individualizada de movimentos, que nos distingue como seres únicos, até mesmo na forma de andar. Já se fala em criar programas de identificação de marcha (forma como as pessoas caminham) no futuro, assim como existem hoje programas que reconhecem indivíduos por características da face.
Todos esses dados estão registrados no cérebro, mas ao contrário do reconhecimento da face, que muda muito pouco com o passar de alguns anos, o reconhecimento de marcha ocasionaria um problema maior, pois hoje já se sabe que as informações registradas no cérebro estão em constante mutação (plasticidade). Em um estudo liderado por Miguel Nicolelis, renomado neurofisiologista, ficou constatado que o simples fato de uma área da pele ser anestesiada faz com que diminua momentaneamente a representação cortical daquela parte do corpo. Portanto, uma simples entorse de tornozelo alteraria nossa marcha, impedindo que um programa de computador reconhecesse um indivíduo pela sua marcha.
Da mesma forma que uma entorse ou qualquer outra patologia no sistema músculo-esquelético pode alterar nossa marcha, nosso movimento, nossa postura, um treinamento sensório-motor pode reestruturar movimentos coordenados da marcha ou até mesmo de um arremesso, para que se corrija uma alteração que tenha sido identificada como responsável por um processo lesivo.
Essa é a base que justifica trabalhos posturais como o RPG, a quiropraxia e a força dinâmica, que promovem ajustes posturais que têm como resultado a reestruturação e a reorganização biomecânica e, por consequência, da coordenação motora.
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Neurofisiologia
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
A neurofisiologia como conceito básico. – Parte 1

Quando estudamos as matérias básicas na faculdade, temos apenas uma pequena noção do quanto aquilo vai ser importante para o nosso trabalho no dia a dia. Assim foi com a neurofisiologia, mas quando começamos a nos aprofundar no entendimento do que estamos fazendo, percebemos que tudo sofre grande influência do Sistema Nervoso, desde uma manipulação ou mobilização articular, passando pelas posturas do RPG, correções de marcha (Força Dinâmica), Pilates e até um simples trabalho, já muito utilizado em academias, comumente chamado de Propriocepção. Na verdade, deveria ser chamado de Treinamento Sensório Motor, pois a Propriocepção é só um sentido, assim como o tato, o paladar, a audição, o olfato e a visão. Seria correto dizer que esse é o verdadeiro sexto sentido.
Assim como temos receptores na língua, que levam informações para o nosso cérebro sobre o que estamos comendo, se é doce ou salgado, temos receptores articulares e musculares que nos dão a noção da posição do nosso corpo no espaço.
Propriocepção é a percepção que temos da posição do nosso corpo, mesmo se estamos de olho fechado, ou seja, graças à propriocepção conseguimos saber se nosso braço está levantado ou abaixado mesmo sem olhar para ele, e até mesmo temos noção da velocidade com que nossos membros se movimentam. Isso é importante para que possamos, por exemplo, proteger nossas articulações, pois no momento em que estamos torcendo o tornozelo, se os receptores do tornozelo estiverem bem treinados, eles mandam informações numa velocidade suficiente para que naquela fração de segundo consigamos ativar nossos músculos estabilizadores para que eles se contraiam, protegendo, assim, nosso tornozelo de um entorse mais grave.

O termo, Treinamento Sensório Motor traduz melhor esse trabalho, que nada mais é do que uma série de estímulos que geram aferências, informações proprioceptivas ou sensoriais que vão subir para o sistema nervoso central e gerar uma resposta motora de movimento ou estabilização que se traduz, neste caso, geralmente, num ajuste postural.
Dessa forma, percebemos a importância que o estudo da neurofisiologia tem para a Reabilitação Ortopédica, e nos próximos artigos vamos nos aprofundar um pouco mais neste tema.
terça-feira, 5 de julho de 2011
A abordagem da Fisioterapia na Cefaléia.
Os motivos para a ocorrência de cefaléia, mais conhecida como “dor de cabeça” são diversos, desidratação, pós raquianestesia, enxaqueca e até mesmo o calor faz com que aumente a incidência de cefaléia. Mas existe uma causa que é pouco falada e é uma das mais comuns, a tensão miofascial, também conhecida como cefaléia tensional ou cefaléia cervicogênica.
Esta é uma causa na qual a fisioterapia realmente tem atuado e os resultados são muito significativos.
Normalmente o paciente acaba vindo na fisioterapia por outros motivos, lombalgias, cervicalgias, dorsalgias (dor na lombar, cervical e dorsal, respectivamente) e até mesmo para tratar lesões que não tem nenhuma relação com sua dor de cabeça, mas num determinado momento chega à clínica com a cefaléia, dizendo que não está disposto a fazer os exercícios por conta da dor de cabeça e neste momento o fisioterapeuta atua da forma que o paciente menos espera, com algumas manobras miofasciais, e o resultado é impressionante, o paciente fica sem dor e não perde a sessão.
É claro que quando o paciente chega à clínica com um problema postural e principalmente na cervical, fazemos a correlação com a cefaléia na mesma hora, mas quando o paciente tem episódios esporádicos de cefaléia e não está tratando nenhuma patologia relacionada, então acabamos percebendo por acaso que o paciente tem cefaléia tensional, muitas vezes relacionada ao trabalho, seja pela postura que assume na frente do computador ou mesmo pelo estresse. Em casos relacionados a problemas posturais e à postura que o paciente trabalha no dia a dia, principalmente na frente do computador o tratamento é postura, geralmente o RGP tem um ótimo resultado associado à outras técnicas como, estabilização segmentas e manobras miofasciais como citado anteriormente.
Existem também paciente que relatam sentir tensão na região cervical e dor de cabeça após “uma corridinha”. Neste caso temos que avaliar inclusive se a causa para a cefaléia pós atividade física está ocorrendo pela postura na hora da corrida, portanto temos que avaliar a marcha e a corrida do paciente e se confirmado o tratamento mais indicado para associar ao RPG é a Força Dinâmica.
Esta é uma causa na qual a fisioterapia realmente tem atuado e os resultados são muito significativos.
Normalmente o paciente acaba vindo na fisioterapia por outros motivos, lombalgias, cervicalgias, dorsalgias (dor na lombar, cervical e dorsal, respectivamente) e até mesmo para tratar lesões que não tem nenhuma relação com sua dor de cabeça, mas num determinado momento chega à clínica com a cefaléia, dizendo que não está disposto a fazer os exercícios por conta da dor de cabeça e neste momento o fisioterapeuta atua da forma que o paciente menos espera, com algumas manobras miofasciais, e o resultado é impressionante, o paciente fica sem dor e não perde a sessão.
É claro que quando o paciente chega à clínica com um problema postural e principalmente na cervical, fazemos a correlação com a cefaléia na mesma hora, mas quando o paciente tem episódios esporádicos de cefaléia e não está tratando nenhuma patologia relacionada, então acabamos percebendo por acaso que o paciente tem cefaléia tensional, muitas vezes relacionada ao trabalho, seja pela postura que assume na frente do computador ou mesmo pelo estresse. Em casos relacionados a problemas posturais e à postura que o paciente trabalha no dia a dia, principalmente na frente do computador o tratamento é postura, geralmente o RGP tem um ótimo resultado associado à outras técnicas como, estabilização segmentas e manobras miofasciais como citado anteriormente.
Existem também paciente que relatam sentir tensão na região cervical e dor de cabeça após “uma corridinha”. Neste caso temos que avaliar inclusive se a causa para a cefaléia pós atividade física está ocorrendo pela postura na hora da corrida, portanto temos que avaliar a marcha e a corrida do paciente e se confirmado o tratamento mais indicado para associar ao RPG é a Força Dinâmica.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A dor em corredores

Publicado artigo no AmSoc Forum June 2011 issue, sobre dor em corredores, veja o artigo diretamente no site em inglês no link: http://www.amsoc.com.br/blog/
Logo abaixo a tradução do texto:
A dor em membros inferiores de corredores, em geral, é muito comum, seja nos pés, tornozelos ou joelhos, além de dores musculares. Ao contrário do que se pensa, sentir dor não é e não pode ser considerado normal, principalmente para atletas amadores. O atleta profissional é um caso a parte, pois ele não está atrás de saúde e sim de resultado, fará tudo o que puder para superar seus limites. Os fatores que podem levar à dor dos membros inferiores são normalmente: 1. Calçado inadequado, 2. Alterações biomecânicas (desvios articulares) e 3. Excesso de treinamento (“over training”). A dor pode ser causada por um fator ou pela combinação deles.
Voltando a comparar atletas profissionais e amadores, podemos discriminar quais fatores levarão cada um deles a terem dores e consequentemente lesões. Atletas amadores costumam apresentar dores quase sempre ligadas a alterações biomecânicas sendo que muitas vezes estas alterações estão ligadas à genética do indivíduo ou à movimentos repetitivos. Normalmente para correção destas alterações usamos técnicas de correção postural como o RPG (Reeducação Postural Global), algumas técnicas de Terapia Manual e a Força Dinâmica, técnica que visa corrigir movimentos, melhorando a coordenação da marcha e melhorando assim a eficiência da corrida.
Como os atletas profissionais normalmente treinam excessivamente e possuem assessoria de treinadores e às vezes até mesmo de fisioterapeutas, nutricionistas e médicos, não podemos dizer que as lesões mais comuns sejam por alterações biomecânicas, pois um indivíduo com pé plano verdadeiro, por exemplo, dificilmente chega a ser profissional, principalmente em corridas de longa distância. As lesões mais comuns para este tipo de atleta são, com certeza, por excesso de treino e é claro que este tipo de lesão pode ocorrer em atletas amadores mal orientados também.
Muitas vezes também podem ocorrer lesões musculares por falta de orientação, pois é muito comum o atleta sentir uma “fisgada” no músculo enquanto está treinando e ao invés de parar o treino e buscar saber o que está acontecendo, continua o treinamento e ainda toma um antiinflamatório que só mascara a dor, não resolve o problema e permite que o indivíduo continue treinando por mais tempo aumentando a extensão da lesão. Nestes casos o certo é parar o treinamento e procurar ajuda especializada do médico, pois se o músculo está “reclamando” não é à toa, significa que provavelmente está precisando treinar melhor para aquele tipo de esforço.
Quando a lesão é causada por calçados inadequados a solução é procurar orientação de um fisioterapeuta ou médico para buscar uma solução. Hoje já existem alguns testes e exames que nos dão melhores informações sobre tipo de pisada e biomecânica da corrida, e isso nos dá suporte para diagnosticarmos melhor o problema do paciente, possibilitando relacionarmos a alteração biomecânica com a lesão, assim pode, em alguns casos, ser indicada uma Palmilha Proprioceptiva, que auxilia na melhora da distribuição de cargas nos pés e consequentemente em todo membro. Mas na maior parte dos casos a fisioterapia consegue resolver estes tipos de lesão.
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Novos endereços e telefones.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Novo site!

O novo site já está a caminho, onde poderá pesquisar algumas dessas postagens antigas e poderá ler muitas postagens novas, inclusive escritas por especialistas de outras áreas.
Ainda estamos em construção, mas aguardo ansioso pelos comentários de todos que costumam frequentar o Blog.
Obrigado pelo apoio de todos.
Um grande abraço.
www.cm2fisioterapia.com.br
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O fim? Ou um novo começo?
Desta vez não venho escrever, como tenho feito mensalmente, sobre curiosidades dentro da fisioterapia, sobre o dia a dia, ou sobre algum caso específico.
Desta vez venho me despedir...não! Não posso me despedir, sinto que com este Blog conquistei amigos, parcerias, expectadores e vários outros tipos de relacionamentos que não poderia ter desenvolvido de outras formas, mas a verdade é que estamos em uma fase muito importante dentro de nossa empresa e chegou o momento de tornar este Blog uma ferramenta ainda mais profissional e eficiente. Começaremos no mês que vem a desenvolver um novo site de nossa empresa, com o objetivo de expandir, não apenas conhecimento e novos relacionamentos pessoais, como tenho desenvolvido até agora no Blog, mas também expandir possibilidades profissionalmente, tanto para nossa empresa, como para pessoas que acessarem nosso novo site.
Este é apenas um esboço do que está para acontecer, com o lançamento de uma nova marca, uma empresa com uma visão inspiradora para outros fisioterapeutas, sejam eles funcionários, parceiros ou estagiários e não só para fisioterapeutas, mas para profissionais liberais de todas as áreas que tentam se firmar como empresas prestadoras de serviços, se inspirando em cases de grandes empresas e encontrando enormes dificuldades.
Tenho certeza que muitos que passaram por nosso serviço se inspiraram com um modelo diferenciado de trabalho, que visa oferecer o melhor que a fisioterapia pode dar para nossos pacientes sempre olhando para o paciente como um ser completo e não como uma patologia, mas agora queremos ampliar este trabalho oferecendo estágio para mais pessoas, em 2 endereços, com 2 propostas diferenciadas de trabalho.
Espero poder multiplicar uma filosofia de trabalho de parcerias constantes inter e intraprofissionais, pois acredito que o mercado da fisioterapia está sempre em expansão para os profissionais dedicados cientifica e empresarialmente, portanto aguardem ainda neste Blog a divulgação do novo endereço.
Abraços à todos e espero vocês junto comigo nesta nova empreitada.
Desta vez venho me despedir...não! Não posso me despedir, sinto que com este Blog conquistei amigos, parcerias, expectadores e vários outros tipos de relacionamentos que não poderia ter desenvolvido de outras formas, mas a verdade é que estamos em uma fase muito importante dentro de nossa empresa e chegou o momento de tornar este Blog uma ferramenta ainda mais profissional e eficiente. Começaremos no mês que vem a desenvolver um novo site de nossa empresa, com o objetivo de expandir, não apenas conhecimento e novos relacionamentos pessoais, como tenho desenvolvido até agora no Blog, mas também expandir possibilidades profissionalmente, tanto para nossa empresa, como para pessoas que acessarem nosso novo site.
Este é apenas um esboço do que está para acontecer, com o lançamento de uma nova marca, uma empresa com uma visão inspiradora para outros fisioterapeutas, sejam eles funcionários, parceiros ou estagiários e não só para fisioterapeutas, mas para profissionais liberais de todas as áreas que tentam se firmar como empresas prestadoras de serviços, se inspirando em cases de grandes empresas e encontrando enormes dificuldades.
Tenho certeza que muitos que passaram por nosso serviço se inspiraram com um modelo diferenciado de trabalho, que visa oferecer o melhor que a fisioterapia pode dar para nossos pacientes sempre olhando para o paciente como um ser completo e não como uma patologia, mas agora queremos ampliar este trabalho oferecendo estágio para mais pessoas, em 2 endereços, com 2 propostas diferenciadas de trabalho.
Espero poder multiplicar uma filosofia de trabalho de parcerias constantes inter e intraprofissionais, pois acredito que o mercado da fisioterapia está sempre em expansão para os profissionais dedicados cientifica e empresarialmente, portanto aguardem ainda neste Blog a divulgação do novo endereço.
Abraços à todos e espero vocês junto comigo nesta nova empreitada.
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
A gota d´água.
É realmente curioso como uma simples conversa de consultório sempre acaba trazendo inspiração para uma nova postagem. Não que este seja um assunto novo, ou que depois de ler esta postagem você será uma nova pessoa, mas como sempre espero trazer um pouco de luz para os curiosos que sempre estão se questionando sobre o "por que" das coisas.
De repente veio a dor ou ainda um falseio no joelho, o sintoma que faltava para o indivíduo perceber que há alguma coisa de errado com alguma parte de seu corpo e em alguns casos, ele nem sabe onde é o problema, só sabe que ele está lá.
Isso é muito comum, pacientes relatam, "mas esta dor veio do nada", "mas minha coluna travou de repente, eu não estava fazendo nada de mais", "nossa, meu tornozelo começou a doer sem motivo, só estava andando",...
Poderia citar infinitos exemplos do que os pacientes relatam nas avaliações e realmente é o que parece num primeiro momento, mas se formos à fundo descobriremos que não é bem assim.
Muitas vezes um tornozelo que começa a doer na verdade teve um entorse há algum tempo e pela falta de tratamento adequado logo após a lesão a instabilidade articular a longo ou médio prazo vai causar uma lesão dos fibulares por serem os tendões sobrecarregados com a falta dos ligamentos.
Sempre temos que analisar cada caso para verificar qual a raiz do problema, assim tendo condições de tratar o paciente de forma completa. Muitas lesões se desenvolvem durante anos silenciosamente e quando vem a dor pode ser tarde, muitas vezes já se instalou um processo degenerativo e a conduta do fisioterapia neste caso deve ser, retirar o fator de agressão, reestabelecer a função e analgesia para dor, seja com terapia manual, eletro e termoterapia, crioterapia e até mesmo tratamentos posturais.

Desejo a todos um 2011 cheio de saúde, paz e de grandes mudanças para melhor!!!
De repente veio a dor ou ainda um falseio no joelho, o sintoma que faltava para o indivíduo perceber que há alguma coisa de errado com alguma parte de seu corpo e em alguns casos, ele nem sabe onde é o problema, só sabe que ele está lá.
Isso é muito comum, pacientes relatam, "mas esta dor veio do nada", "mas minha coluna travou de repente, eu não estava fazendo nada de mais", "nossa, meu tornozelo começou a doer sem motivo, só estava andando",...
Poderia citar infinitos exemplos do que os pacientes relatam nas avaliações e realmente é o que parece num primeiro momento, mas se formos à fundo descobriremos que não é bem assim.
Muitas vezes um tornozelo que começa a doer na verdade teve um entorse há algum tempo e pela falta de tratamento adequado logo após a lesão a instabilidade articular a longo ou médio prazo vai causar uma lesão dos fibulares por serem os tendões sobrecarregados com a falta dos ligamentos.
Sempre temos que analisar cada caso para verificar qual a raiz do problema, assim tendo condições de tratar o paciente de forma completa. Muitas lesões se desenvolvem durante anos silenciosamente e quando vem a dor pode ser tarde, muitas vezes já se instalou um processo degenerativo e a conduta do fisioterapia neste caso deve ser, retirar o fator de agressão, reestabelecer a função e analgesia para dor, seja com terapia manual, eletro e termoterapia, crioterapia e até mesmo tratamentos posturais.

Desejo a todos um 2011 cheio de saúde, paz e de grandes mudanças para melhor!!!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Desmistificar é preciso
Nos último meses, devido aos fatos ocorridos com Valdívia, Fred além de muitas outras lesões de atletas que estão em evidência na mídia, os pacientes têm me questionado muito com relação a temas como fibrose, lesão muscular, alongamento, quando alongar, quando não...enfim, todos assuntos relacionados e muito comentados ultimamente, seja em programas de mesa redonda, seja em jornais escritos ou na TV.
Na verdade, é realmente necessário desmistificar esses assuntos, pois no meio científico as respostas para as questões são muito claras e comprovadas por estudos, mas na prática, quando tratados pela mídia e pela opinião pública, tornam-se controversos.
Vamos começar a esclarecer para o que serve o alongamento em cada situação. Mas antes, é necessário introduzir alguns conceitos de fisiologia muscular. O treinamento que excede os limites do músculo, como o treinamento de hipertrofia ou mesmo treinos de corrida que vão além do que o músculo estaria preparado para aguentar são necessários para que atletas e mesmo pessoas comuns evoluam na sua condição física, mas aquela dor muscular que fica no dia seguinte não tem nada que ver com o "ácido láctico" que ficou no músculo. Em alguns minutos após o treino o corpo drena os catabólitos do tecido, inclusive o lactato, e quanto mais bem treinado o atleta está, mais rapidamente ocorre essa limpeza. Outro dado importante é que atividades leves como caminhar por 10 a 15 minutos facilitam essa "limpeza" do tecido.
Bem, então por que ficamos com dor muscular? São microlesões que ocorrem no tecido muscular que, na medida certa, são importantes para evoluir dentro de um sistema de treinamento. Agora, vamos imaginar esse músculo com essas microlesões sendo alongado logo após um treinamento. Sim, a chance de transformar microlesões, que seriam facilmente resolvidas em questão de dias, em lesões graves que demorariam no mínimo 3 semanas para cicatrizar, realmente existe.
Então, o certo seria não alongar? Também não. Temos então, que entender para o que serve o alongamento.
O alongamento tem duas funções básicas, e quando feito da maneira correta, cumpre com suas funções. Em um treinamento de flexibilidade, o alongamento, a longo prazo, vai estimular o músculo a produzir novas unidades funcionais, pequenos quadradinhos que compõem a fibra muscular. Veja na figura abaixo.


Mas a curto prazo, o alongamento pode contribuir muito para diminuir a tensão do tecido muscular e, associado a manobras muito utilizadas hoje na Terapia Manual, por fisioterapeutas, pode auxiliar no tratamento de fibroses musculares. Aí entramos em outro tema controverso para a opinião pública, principalmente no futebol, em situações em que, às vezes, médicos e fisioterapeutas de clubes são duramente criticados e até mesmo perdem seus empregos em clubes, por liberarem o atleta do departamento médico, e no jogo seguinte, o atleta sair do campo com dor no mesmo lugar em que a lesão foi tratada.
Primeiramente, temos que compreender que, após o processo de cicatrização de uma lesão, por melhor que tenha sido a regeneração tecidual, ainda assim é possível que haja formação de fibrose cruzada, ou seja, fibras colágenas que não se alinham com as fibras já existentes, provenientes da cicatriz que se forma no local. Esse tecido fibrótico tem que ser manipulado pelo fisioterapeuta, para romper as fibras cruzadas e liberar as fibras musculares para deslizarem melhor na contração. Quando essa liberação não ocorre por completo, pode acarretar numa dor parecida com a dor da própria lesão. Após a manipulação do tecido e alongamento bem orientado o tecido volta a ter a flexibilidade natural.
Gosto de lembrar sempre de alguns estudos que apóiam essa conduta. O primeiro foi um estudo feito aqui no Brasil, que comprovou que o ultrassom utilizado na fisioterapia diminui a quantidade de tecido fibrótico e aumenta a de tecido regenerado (tecido original do músculo) após uma lesão muscular. Vários estudos já demonstraram que o alongamento deve ser feito lenta e gradativamente, sem forçar o tecido, pois o movimento brusco pode estimular uma contração reflexa (reflexo do estiramento), o que faria com que se perdesse o estímulo do alongamento e ainda provocaria uma contratura muscular. Importante também entendermos que quanto mais tempo se permanece com o músculo alongado, maior o ganho de alongamento, portanto, aquele alongamento de 15 segundos é realmente um estímulo muito pequeno. Começamos a falar em alongamento a partir de 30 segundos.
Portanto, não vamos deixar de alongar, mas também temos que aplicar o recurso certo na hora certa; muito alongamento, mas fora do período de treinos intensos.
Na verdade, é realmente necessário desmistificar esses assuntos, pois no meio científico as respostas para as questões são muito claras e comprovadas por estudos, mas na prática, quando tratados pela mídia e pela opinião pública, tornam-se controversos.
Vamos começar a esclarecer para o que serve o alongamento em cada situação. Mas antes, é necessário introduzir alguns conceitos de fisiologia muscular. O treinamento que excede os limites do músculo, como o treinamento de hipertrofia ou mesmo treinos de corrida que vão além do que o músculo estaria preparado para aguentar são necessários para que atletas e mesmo pessoas comuns evoluam na sua condição física, mas aquela dor muscular que fica no dia seguinte não tem nada que ver com o "ácido láctico" que ficou no músculo. Em alguns minutos após o treino o corpo drena os catabólitos do tecido, inclusive o lactato, e quanto mais bem treinado o atleta está, mais rapidamente ocorre essa limpeza. Outro dado importante é que atividades leves como caminhar por 10 a 15 minutos facilitam essa "limpeza" do tecido.
Bem, então por que ficamos com dor muscular? São microlesões que ocorrem no tecido muscular que, na medida certa, são importantes para evoluir dentro de um sistema de treinamento. Agora, vamos imaginar esse músculo com essas microlesões sendo alongado logo após um treinamento. Sim, a chance de transformar microlesões, que seriam facilmente resolvidas em questão de dias, em lesões graves que demorariam no mínimo 3 semanas para cicatrizar, realmente existe.
Então, o certo seria não alongar? Também não. Temos então, que entender para o que serve o alongamento.
O alongamento tem duas funções básicas, e quando feito da maneira correta, cumpre com suas funções. Em um treinamento de flexibilidade, o alongamento, a longo prazo, vai estimular o músculo a produzir novas unidades funcionais, pequenos quadradinhos que compõem a fibra muscular. Veja na figura abaixo.


Mas a curto prazo, o alongamento pode contribuir muito para diminuir a tensão do tecido muscular e, associado a manobras muito utilizadas hoje na Terapia Manual, por fisioterapeutas, pode auxiliar no tratamento de fibroses musculares. Aí entramos em outro tema controverso para a opinião pública, principalmente no futebol, em situações em que, às vezes, médicos e fisioterapeutas de clubes são duramente criticados e até mesmo perdem seus empregos em clubes, por liberarem o atleta do departamento médico, e no jogo seguinte, o atleta sair do campo com dor no mesmo lugar em que a lesão foi tratada.
Primeiramente, temos que compreender que, após o processo de cicatrização de uma lesão, por melhor que tenha sido a regeneração tecidual, ainda assim é possível que haja formação de fibrose cruzada, ou seja, fibras colágenas que não se alinham com as fibras já existentes, provenientes da cicatriz que se forma no local. Esse tecido fibrótico tem que ser manipulado pelo fisioterapeuta, para romper as fibras cruzadas e liberar as fibras musculares para deslizarem melhor na contração. Quando essa liberação não ocorre por completo, pode acarretar numa dor parecida com a dor da própria lesão. Após a manipulação do tecido e alongamento bem orientado o tecido volta a ter a flexibilidade natural.
Gosto de lembrar sempre de alguns estudos que apóiam essa conduta. O primeiro foi um estudo feito aqui no Brasil, que comprovou que o ultrassom utilizado na fisioterapia diminui a quantidade de tecido fibrótico e aumenta a de tecido regenerado (tecido original do músculo) após uma lesão muscular. Vários estudos já demonstraram que o alongamento deve ser feito lenta e gradativamente, sem forçar o tecido, pois o movimento brusco pode estimular uma contração reflexa (reflexo do estiramento), o que faria com que se perdesse o estímulo do alongamento e ainda provocaria uma contratura muscular. Importante também entendermos que quanto mais tempo se permanece com o músculo alongado, maior o ganho de alongamento, portanto, aquele alongamento de 15 segundos é realmente um estímulo muito pequeno. Começamos a falar em alongamento a partir de 30 segundos.
Portanto, não vamos deixar de alongar, mas também temos que aplicar o recurso certo na hora certa; muito alongamento, mas fora do período de treinos intensos.
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